Honrar A Sua Vinha

Honrar A Sua Vinha (2014)

Documentário em co-produção com as Comédias do Minho, sobre o vinho Alvarinho e as relações entre gerações, com realização de André Martins e Rui Mendonça.

Longa-metragem

Com pouco mais de uma hora, este é um documentário de longa-metragem.

Um projecto no tempo

Iniciando-se em 2012, este filme teve dois anos de produção.

Presença alargada

Para além de várias exibições, esteve no Festival do Outono, em Serralves, e foi exibido pelo Canal 180.

Sinopse

Em 2012, as Comédias do Minho andaram em viagem pela Rota do Alvarinho em Monção e Melgaço. Divertiram com histórias de amor vinhateiras, dançaram na paisagem, ouviram os sons do território e acabaram numa ceia apocalíptica. Foi o fim do mundo. Pelo meio, André Martins e Rui Mendonça falaram com produtores, apanharam uvas, sol e chuva e o relato desses dias de trabalho surge num filme que, como qualquer bom documentário, não deixa de ser uma bela fição.

Teaser

O vinho

Ensaio da Coca e S. Jorge

O cinema é um processo agrícola (nota de intenções)

André Martins

Passo a passo. Um actor e um cineasta vão fazer um documentário sobre um vinho que tem a característica de ser monocasta, o que significa que entre a forma como a natureza criou a uva e como o humano criou o vinho há um só caminho. É um só sabor que permanece incólume desde a terra até à garrafa. O actor e o cineasta perseguem esta ideia: será possível encontrar características comuns entre o vinho e as pessoas? Afinal, ambos são filhos da mesma terra e do mesmo clima…

Ao procurarem tais características nas pessoas, o que encontraram foi a imagem da sua própria inaptidão. Vendo bem, o jardim do actor estava num estado miserável e a vinha do cineasta estava caída no chão. Então são estes que agora vão tirar enormes conclusões sobre a relação entre a natureza e o homem? Querendo ou não, o filme tornou-se também numa forma de encontrarem respostas para estas novas questões que surgiam inquietantes no seu espírito.

mini_caartazDescreveram em primeiro lugar como a natureza cria a uva. Inspirados nas formas dos penedos que povoam as montanhas da região, pressentiram como os factores climatéricos, que os especialistas lhes descreveram, moldaram o sabor da casta ao longo de séculos. Mas a natureza é um artista que deixa a obra incompleta.

E por isso descreveram depois como o homem dá continuidade a essa obra da natureza. Não se interessaram tanto pelos mercados e pelo sucesso das vendas, mas sim por encontrar na História esses momentos visionários em que alguém percebeu que estava ali um vinho extraordinário. Sim, porque o Alvarinho só tem cerca de cem anos! Descreveram essas pessoas como artistas que tinham um visão e que conseguiram executá-la numa obra. O Alvarinho era, afinal, um fenómeno colectivo de criação!

Inspirados por esta ideia, o actor e o cineasta acharam ver nela a sua própria salvação. Se o agricultor é um artista, trabalhando e criando a terra, não pode o artista ser também um agricultor? Mas, desta feita, um agricultor de imagens? Defenderam que fazer um filme não era diferente de fazer um vinho. Decretaram que o “cinema é um processo agrícola”! Pois, como as uvas, as imagens também são colhidas da realidade, e também têm que ser misturadas. E ambas sofrem uma transformação, que transcende a sua matéria original. O vinho transcende a uva (se for bom) e o filme trascende as imagens (se for cinema).

Será?

A vantagem deste filme é que, o espectador, na experiência de vê-lo, pode encontrar a sua resposta.

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